segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Corpo fechado?

O namoro havia terminado já havia alguns meses, mas os cheques emprestados pra ex não paravam de voltar.
Um velho conhecido do pai deu todas as dicas pra se livrar do problema e estava quase tudo resolvido. Quase.
Os cheques foram sustados, uma ocorrência foi registrada na polícia e, conforme voltavam, eram entregues para o banco para serem cancelados.
Só que tinham dois, isso lá na década de 90, de uns R$ 200 (bastante pra época), que ele não conseguia descobrir de onde eram.
Certo dia, o telefone toca. Do outro lado, uma voz masculina.
- Fulano de tal?
- Sim.
- Tenho aqui dois cheques de R$ 200 no seu nome que voltaram.
- Olha, eu estava mesmo atrás desses cheques. De onde fala?
- Seguinte, não interessa de onde fala, interessa que eu prestei um serviço e não fui pago por ele.
- Quem é que lhe deu esses cheques? Emprestei os cheques em branco e a pessoa não me pagou. Me passou pra trás. Olha, eu registrei até ocorrência na polícia. Fui vítima de um golpe e não vou pagar.
- Bom, vou a abrir o jogo pro senhor, seu Fulano. Sua ex-namorada, a Fulana, esteve aqui. Sou guia espiritual e ela esteve aqui, justamente pra encomendar um trabalho porque  queria voltar para o senhor. Eu expliquei pra ela que com cheque não dava certo, mas ela disse que não tinha dinheiro vivo, então...
- Olha só, vou ser breve. Eu não vou pagar nada e ainda vou denunciar o senhor também, por charlatanismo. Se fosse o senhor, devolveria esses cheques o mais rápido possível.
- Calma, senhor. Clama. Eu devolvo os cheques. Mas o trabalho me custou dinheiro, usei várias coisas. Será que pelo menos dá pra pagar o bode, que custou mais caro?

5 comentários:

  1. Legal, pagar o bode! Acho que devias recolher esses mini-contos num livrinho. Eu compraria; principalmente, recomendaria a leitura!

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  2. ah, o cara teve o prejú dele, né? rsrsrs

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  3. seria fantástico, não fosse verdade

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  4. ééé.... a gente acha graça, né?

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  5. Hahahahahahahahahahhahaha.
    Ai, morri!

    Ai, mas, né, pobre bode...

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